O EDITORIAL
é um texto de caráter expositivo-argumentativo, veiculado em jornais e
revistas. O editorialista (quem escreve o editorial) focaliza um tema atual e
polêmico, de viés político, econômico, social, educacional etc., a partir do
qual firma suas argumentações. O Editorial surge nas primeiras páginas do
jornal ou da revista, explorando, geralmente, a matéria da capa.
Como
fazer um EDITORIAL?
üO texto é breve – entre 25 e 30 linhas.
üA linguagem depende do público-alvo – é preciso
considerar, entre outros aspectos, o caráter da revista/jornal (científico,
religioso, jurídico, político etc.) e, consequentemente, a faixa etária dos
leitores.
üA estrutura segue a dos demais gêneros de caráter
dissertativo: tema, reflexão/discussão e conclusão.
üÉ
escrito, preferencialmente, na 3ª pessoa do singular.
Texto IV
A
origem medieval do trote universitário: A cada temporada de matrículas, o trote volta a preocupar. Trata-se de
uma tradição medieval - no sentido temporal da palavra. Sim, a prática do trote
persiste desde a Idade Média. Segundo Antonio Zuin, professor do
departamento de Educação da UFSCar, os candidatos aos cursos das primeiras
universidades europeias não podiam frequentar as mesmas salas que os veteranos
e, portanto, assistiam às aulas a partir dos "vestíbulos" – local em
que eram guardadas as vestimentas dos alunos. "As roupas dos novatos eram
retiradas e queimadas, e seus cabelos, raspados. Essas atividades eram
justificadas, sobretudo pela necessidade de aplicação de medidas profiláticas
contra a propagação de doenças", explica Zuin, que é também autor do
livro “O Trote na Universidade: Passagens de um Rito de Iniciação”. (...) Mais
intrigante é a origem do termo "trote": é uma alusão à forma pela qual
os cavalos se movimentam entre a marcha lenta e o galope. A aplicação da
palavra ao mundo das relações entre calouro e veterano tem, na visão
de Zuin, um significado claramente negativo. É como se o primeiro devesse
ser "domesticado" pelo segundo "por meio de práticas vexatórias
e dolorosas, que têm a função de esclarecer quais são as características das
respectivas identidades".
Tapas, socos e
cuspe no rosto, humilhações públicas e em meios digitais. A lista de
constrangimentos relatados pelos calouros no trote da faculdade de medicina da
Unisa (Universidade Santo Amaro), em São Paulo, é extensa – faxinar a casa de
veteranos, ajoelhar-se para ouvir xingamentos aos gritos, aceitar apelidos (inclusive
de cunho racista), seguir regras de vestimenta e de circulação, além de enviar
ou receber fotos de genitais masculinos por redes sociais ou aplicativos de
mensagens.
BIMBATI, ANA Paula e BRITO, Gustavo. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/reportagens-especiais/trotes-violentos-medicina-unisa/#page1.
Acesso em 23.out.2023.
COMANDO:
Escreva o EDITORIAL para uma revista de arte
e cinema, que, nesse mês, fará uma edição especial sobre o tema: “Trote
universitário, integração social e abuso de poder”.