O EDITORIAL é um texto
de caráter expositivo-argumentativo, veiculado em jornais e revistas. O
editorialista (quem escreve o editorial) focaliza um tema atual e polêmico, de
viés político, econômico, social, educacional etc., a partir do qual firma suas
argumentações. O Editorial surge nas primeiras páginas do jornal ou da revista,
explorando, geralmente, a matéria da capa.
Como fazer um
EDITORIAL?
üO texto é breve –
entre 25 e 30 linhas.
üA linguagem
depende do público-alvo – é preciso considerar, entre outros aspectos, o
caráter da revista/jornal (científico, religioso, jurídico, político etc.) e,
consequentemente, a faixa etária dos leitores.
üA estrutura segue
a dos demais gêneros de caráter dissertativo: tema, reflexão/discussão e
conclusão.
üÉ escrito, preferencialmente, na 3ª pessoa do
singular.
Texto I
O filme Ainda Estou Aqui,
baseado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, não é apenas um marco do
cinema brasileiro: é um lembrete incômodo – e necessário – de um capítulo
sombrio da nossa história – o período ditatorial – que muitos preferem fingir
que nunca aconteceu.
Disponível em: https://maispoltica.substack.com/p/ainda-estou-aqui-o-sucesso-de-um.
Acesso em 24.jan.2025. Com ajustes.
Texto
II
Fernanda
Torres fez um discurso emocionado, lembrando a mãe:
"Meu
Deus, eu não tinha preparado nada porque eu já estava satisfeita. Este é um ano
incrível para atuações femininas. Tantas atrizes aqui que eu admiro demais. E,
é claro, eu quero agradecer a você, Walter Salles, meu parceiro, meu amigo. Que
história, Walter. E, é claro, eu quero dedicar à minha mãe. Vocês não têm
ideia. Ela esteve aqui há 25 anos e esta é a prova de que a arte pode resistir
através da vida, até nos momentos difíceis, como esta incrível Eunice Paiva,
que eu fiz, enfrentou. E a mesma coisa está acontecendo agora no mundo, com
tanto medo. Este filme nos ajuda a pensar em como sobreviver em momentos
complicados como esse. Então, para a minha mãe, para a minha família, para o
Andrucha, para o Selton, para os meus filhos, para todos. Muito obrigada, Globo
de Ouro.”
Disponível em: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2025/01/06/fernanda-torres-se-torna-a-primeira-atriz-brasileira-a-ganhar-o-globo-de-ouro.ghtml.
Acesso em 24.jan.2025. Com ajustes.
Texto III
Oreconhecimento do cinema brasileiro no
cenário internacional, exemplificado pela indicação ao Oscar 2025 de Ainda
Estou Aqui, dirigido por Walter Salles, destaca a urgência em garantir
o direito à cultura, não apenas como valorização, mas como acesso igualitário
para todos. Este marco celebra o talento nacional e nos convida a refletir
sobre o "viralatismo cultural", que frequentemente desvaloriza nossa
identidade e produção artística. Para garantir esse direito à cultura, a
legislação brasileira estabelece diretrizes claras. A Declaração Universal dos
Direitos Humanos assegura que todos têm o direito de participar livremente da
vida cultural, de desfrutar das artes e de se beneficiar do progresso
científico. No Brasil, a Constituição Federal reforça esse princípio,
estabelecendo o papel do Estado na garantia do exercício dos direitos culturais
e na promoção da valorização das manifestações culturais. Apesar dessa base
legal sólida, é crucial reconhecer que barreiras culturais internas ainda
dificultam o pleno reconhecimento da nossa produção artística, limitando o
acesso à cultura como um direito.
QUINTÃO, Álvaro. Disponível em: https://revistaforum.com.br/opiniao/2025/1/24/ainda-estou-aqui-reafirma-nossa-identidade-cultural-por-alvaro-quinto-172959.html.
Acesso em 24.jan.2025. Com ajustes.
Texto IV
Ser patriota é, também, celebrar o verde, o amarelo, as ficções e as verdades
levadas às telas.
Gislaine Buosi
COMANDO: Escreva o EDITORIAL para uma revista de
arte e cinema, que, nesse mês, fará uma edição especial sobre o tema: “Ainda
estou aqui” - cultura, reparação histórica e patriotismo.