Quem faz literatura não tem compromisso nem com a
verdade nem com a objetividade daquilo que escreve. Esse compromisso é, em
especial, dos jornalistas, responsáveis por transmitir, legítima e
objetivamente, os fatos, por meio das notícias, que são chamadas textos utilitários (ou não literários).
Os textos utilitários cumprem a “função referencial da linguagem”. Poetas e
escritores, os quais desenvolvem textos
literários, têm a missão de arranjar a mensagem, a fim de que o leitor
sinta prazer na leitura. É isso o que chamamos “função poética da linguagem”.
As
figuras de linguagem são ferramentas dos poetas
As figuras de linguagem são recursos que valorizam,
enfeitam a produção textual – elas são frequentemente exploradas ao longo dos
textos literários. Metáfora, comparação, personificação e sinestesia são as
figuras de linguagem mais usuais. Busque na Gramática definição e exemplos de
cada uma dessas figuras de linguagem.
Como escrever um poema? É só rimar “coração”
com “emoção”...
Muitos acreditam
que, para escrever um poema, é preciso compor estrofes (agrupamento de versos),
saber rimar (repetição de sons iguais ou parecidos ao final dos versos) e
metrificar (compor, em cada verso, o mesmo número de sílabas poéticas). Será?
Para escrever um
poema agrupamos versos (um verso é uma linha do poema), formando as estrofes.
Entretanto, não é necessário rimar nem metrificar. Diz-se poema solto (ou
livre) aquele que, apesar de ser escrito em estrofes, não contém nem rima nem métrica.
O poema também pode ser escrito a partir de temas líricos (amor, angústia,
medo, prazer etc.) ou sociais (guerra, meio ambiente, injustiça etc.). Os
poemas, frequentemente, levam título.
“Eu lírico” ou “eu
poemático” são nomes utilizados para indicar a voz que enuncia/fala no poema.