A trama (ou a história, o enredo) deve envolver
personagens, os quais interagem entre si, provocando cenas, em determinado
lugar (pátio do colégio; Buenos Aires) e em determinada época (Natal; maio do
ano passado etc.).
É muito comum haver passagens descritivas ao longo
dos textos narrativos, para “desenhar” na mente do leitor aspectos dos
personagens (alto; tristonho etc.) e dos ambientes (casa destelhada; jardins
floridos etc.).
A estrutura
do texto narrativo procura seguir: apresentação das personagens, com a
inserção delas no espaço e no tempo; conflito (ocorrência a partir da qual os
personagens começam a interagir, a partir de um acontecimento), clímax (instante
de maior tensão dentro da trama) e desfecho (final da trama).
É muito comum um escritor valer-se de personagens ou de cenas anteriormente
escritas por expoentes da Literatura – a isso chamamos INTERTEXTUALIDADE, ou seja, o diálogo entre
textos. A intertextualidade é a recriação de uma obra literária.
CONTEXTUALIZAÇÃO: Imagine que você, num
dia e lugar quaisquer, estivesse caminhando, quando, de repente, encontrou
alguém ou algo que só exista em livros.
Opa! Isso é intertextualidade!
E então? Como foi esse encontro?
OPERAÇÃO PUXA-IDEIAS: lembre-se
dos livros que você leu nesses últimos tempos: de quais personagens você mais
gostou?; por quê?; era bem ou mal-humorado?; parceiro?; cruel?; egoísta?; com
qual deles você queria tomar um sorvete?; e então: o personagem era parecido
com você – no modo de pensar, de agir...?; ou era bem
diferente?; sobre o que conversaram?; depois desse encontro, o que mudou em sua
rotina, em sua vida? etc., etc.
Você também pode ter topado com uma coisa que exista, por exemplo, num
conto maravilhoso: a lâmpada de Aladim!
COMANDO: A partir da contextualização,
escreva a narrativa mais incrível de todos os tempos! Crie um narrador de
primeira pessoa.
Não economize criatividade! Capriche na caracterização do personagem, do
cenário. Se for preciso, releia as explicações acima a respeito da estrutura do
texto narrativo.