A Fábula é gênero textual de caráter
híbrido – além de episódios narrativos, há certa sugestão de argumentação,
para, em seguida, finalizar com um conselho – é a moral da fábula.
O caráter
pedagógico da fábula: tendo em vista o fato de a fábula pretender
ensinar o leitor a viver em sociedade, está caracterizado seu caráter
pedagógico. Para atingir essa finalidade, o fabulista lida com ações e exemplos
próximos da realidade, e utiliza-se de animais personificados para viverem a
trama – as personagens têm características/sentimentos humanos bons e ruins:
medo, egoísmo, vaidade, mentira, ganância, gratidão, preguiça, generosidade,
amizade, inimizade etc.
ESTRUTURA: Ainda que maleável, aconselha-se a
adotar a seguinte estrutura para a composição das fábulas:
1. situação
inicial;
2. conflito;
3. tentativa de solução;
4. solução/situação
final e
5. moral.
LEITURA:
Em um contexto em
que as aparências, muitas vezes, querem falar por si sós, surge a máxima popular
“não se julga um livro pela capa”. A reflexão aqui proposta é necessária:
percebamos que é preciso deixarmos de lado as primeiras impressões (porque, sem
dúvida, são superficiais) e buscarmos compreender as pessoas, imersas nas mais
diversas situações ou atitudes. Ao aplicarmos a máxima no cotidiano escolar, abrimos
a oportunidade de nos surpreendermos – por exemplo: há colegas tímidos,
impermeáveis, que, ao primeiro aceno de um companheiro, compartilham ideias
brilhantes, o que dialoga de perto com o que aqui discutimos – não se julga um
livro pela capa. Nesse exemplo, a metáfora é assim entendida: a capa do livro é
a timidez; o miolo é o que se descortina por meio da iniciativa de dialogarmos
e, então, descobrimos, no outro, tesouros inestimáveis! Afinal, cada pessoa é
um universo a ser explorado, e cada livro, uma aventura a ser vivida,
independentemente da capa.