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EFAF - CRÔNICA REFLEXIVA - O TEMPO, A PRESSA
CRÔNICA - EF ANOS FINAIS
RELÓGIO - INIMIGO OU ALINADO?
CRÔNICA REFLEXIVA - ID: JQE
A crônica reflexiva explora,
geralmente, temas comuns, a fim de provocar o leitor a pensar sobre questões sociocomportamentais.
Muito embora o gênero não comporte enredo/história, é possível haver algum
fragmento narrativo, a partir do qual são feitos apontamentos mais subjetivos, que
revelam as percepções do cronista.
O que se avalia numa crônica reflexiva
é a capacidade de se trazer à tona os apelos de um eu-interior em sintonia ou
em choque com o mundo contemporâneo, por vezes caótico em razão dos
desequilíbrios sociais (pobreza, desigualdade, avareza, corrupção etc.) e
pessoais (egoísmo, indiferença, ganância etc.)
Na crônica reflexiva, o que importa
é o registro da sofisticação e da intensidade do pensamento.
As figuras
de linguagem são recursos explorados em textos reflexivos.
Exemplos
extraídos do texto abaixo:
1)
Metáfora: “As horas, os dias têm pressa, atropelam relógios e calendários.”
Metáfora é a figura que compara, a partir de
certa semelhança, dois campos, originalmente, diferentes. Nesse exemplo, é
possível inferir que as horas, os dias têm pressa, como se atropelassem
relógios e calendários (a rigor, hora e pressa não atropelam; carros, sim,
atropelam).
2)
Personificação: “O primeiro quarto de hora é
tímido.”
Personificação é a figura que
atribui atitudes e/ou características humanas a seres inanimados ou
irracionais.
Leituras:
Aprontar-me cedo demais talvez não seja coisa recente. Ter pressa pra
quê? O primeiro quarto de hora, de qualquer hora, é tímido; o segundo,
moderado; o terceiro, decidido. A hora cheia é uma convicção barulhenta, é o
recomeço mecânico do mesmo tráfego. As horas, os dias têm pressa, atropelam
relógios e calendários.
Gislaine Buosi, escritora.
A frase “não tenhamos pressa, mas não percamos tempo”, do escritor José
Saramago, carrega um significado que ressoa com a sabedoria acumulada ao longo
da vida. Em um mundo em que a velocidade é muitas vezes aplaudida, Saramago nos
convida a refletir sobre a maneira como nos relacionamos com o tempo. Este
chamado à reflexão sugere que, apesar da necessidade de avançar e realizar
nossas atividades diárias, é essencial fazê-lo de forma consciente e
deliberada. A importância do tempo como um recurso precioso e finito não pode
ser subestimada.
Disponível em:
https://vozesvisionarias.com.br/jose-saramago-nao-tenhamos-pressa-mas-nao-percamos-tempo/#google_vignette.
Acesso em 6.jan.2025. Com ajustes.
Comando: Escreva uma crônica
reflexiva que focalize a relação dos jovens
com o tempo. Afinal, o relógio, quer dizer, o passar do tempo, é um inimigo ou um
aliado?
Escreva entre 25 e 30 linhas.